Roberto
Largman |
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JORNAL DO COMMERCIO 17/08/2006
________________________________________ A execução do projeto, estimado em R$ 286 milhões (R$ 195 milhões dos governos municipal, estadual e federal e R$ 91 milhões da iniciativa privada), permitirá, segundo o secretário estadual de Energia, Indústria Naval e Turismo, Wagner Victer, duplicar até 2010 a capacidade de movimentação de cargas, a qual passará de 8 milhões para 16 milhões de toneladas por ano, lembrando ainda, como ele o fez, que o porto atingiu a cifra de US$ 11 bilhões em movimentação de mercadorias em 2005 O Porto do Rio, como destaca o secretário, "é um dos motores da economia fluminense e da região sudeste do país, não apenas pela intensa movimentação de carga exportada, mas também pela de importação", e por isso mesmo o projeto, lastreado em 17 soluções logísticas, contempla a criação de novos pátios ferroviários e acessos para trens de carga, vindo a atrair, como se espera, novas cargas em maior volume, possibilitando ganhos de produtividade e elevando a taxa de ocupação. Está prevista ainda a melhoria e aprofundamento dos canais de acesso, para permitir a operação de navios com maior capacidade de carga. Trata-se, na verdade, de um objetivo de relevância tanto maior por se saber, como tem sido mencionado por operadores e especialistas do setor, que o Porto do Rio dispõe de 20 berços de atracação, mas, atualmente, apenas 13 são utilizados, em vista da necessidade de obras de dragagem. Na linha dos objetivos propostos, ter-se-á em conta que as obras previstas propiciarão não apenas o crescimento das operações mas também, o que assume singular relevância, do ponto de vista econômico, o aumento do valor agregado das cargas operadas. Por outro lado, dentro de quatro anos, como informa o subsecretário de Logística da Secretaria de Energia, Indústria Naval e Turismo, Delmo Pinho, "poderia ser ampliado de 150 para 350 o número de contêineres que chegam diariamente ao porto, sabendo-se, como se sabe, que esses contêineres transportam geralmente produtos de alto valor agregado, o que melhoraria ainda mais o perfil dos produtos exportados". Basicamente, como se propõe o projeto, em última análise, estabelece, a aplicação dos recursos seria voltada à redução do tempo de chegada das mercadorias, com novas linhas férreas (R$ 91 milhões), nova avenida de acesso (R$ 105 milhões) e maior profundidade dos canais marítimos (R$ 90 milhões), criando condições para atrair novas cargas em maior volume, obtendo ganhos de produtividade e elevando a taxa de ocupação. Os cálculos em relação à criação de empregos, com as obras programadas, são da ordem de 10 mil diretos e 25 mil indiretos. Enquanto isso, do ponto de vista urbanístico, e à semelhança de outras experiências desenvolvidas em diferentes países, as obras abrirão espaço para atividades comerciais e a realização de feiras e eventos, contribuindo, portanto, decisivamente, para a revitalização de uma área urbana sujeita, em décadas recentes, a riscos de degradação que importa, sem dúvida, sustar e reverter. Isso representa, assim, no contexto do projeto "Porto do Rio - Século XXI", todo um elenco de efeitos econômicos e benefícios potenciais que tenderão a influir, decisivamente, para consolidar a estratégia de desenvolvimento urbano e preservação do patrimônio, justamente em uma área em que em que ela assume feição mais desafiante e de maior interesse para o futuro da cidade.
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