Roberto
Largman |
||||||
MONITOR MERCANTIL 10/05/2007
Empresas
contra hospital junto ao Porto do Rio Segundo Cáffaro, o Porto do Rio, embora centenário, não dispõe de autorização formal das autoridades de meio ambiente - Eia-Rima - e, por lei, com o hospital nas proximidades, jamais o Porto do Rio poderá obter esse documento e, assim, ficará excluído de créditos para sua expansão, pois o Eia-Rima é essencial para obter crédito ou outro benefício. "A população se beneficia com hospitais, mas se essa unidade ficar mesmo lá, muita gente poderá perder emprego no porto, ou seja, um benefício social será contrabalançado por um efeito mais devastador" diz. Para ele, o prédio antigo do JB deveria ser a sede da Companhia Docas do Rio de Janeiro (CDRJ) e, como é bastante grande, poderia abrigar órgãos conexos, como o Instituto Nacional de Pesquisas Hidrográficas (INPH) e outros. Quanto ao hospital, Cáffaro sugere o Clube dos Portuários, na Avenida Francisco Bicalho, ou qualquer outro local da cidade. Segundo Cáffaro, muita gente aprova o hospital por desconhecer os riscos ao porto - e lembra que os portos geram R$ 900 milhões de ICMS na importação. Ele acha que o presidente da CDRJ, Antonio Carlos Soares,
teria errado ao não vetar o projeto no nascedouro. A pretexto de
não se perder as verbas para o presente exercício, as obras
do hospital devem começar em breve. O presidente do Sindoperj defende,
não só para a CDRJ, como para todo o Brasil, o fim da influência
política no sistema docas, para que se busque mais eficiência.
|
||||||