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Seminário
com a presença do ministro dos Portos discutiu o projeto Porto
do Rio – Século XXI
No momento em que o país atravessa uma grave crise no setor portuários,
com inúmeros entraves às exportações e importações,
a revitalização do Porto do Rio se apresenta como uma excelente
alternativa para esse gargalo logístico nacional.
No dia 8 de agosto de 2007, o secretário estadual de Transportes
Julio Lopes se reuniu com o ministro dos Portos, Pedro Brito, para negociar
a inclusão do projeto de revitalização do Porto do
Rio no PAC. Num seminário na Associação Comercial
do Rio, eles e especialistas no setor discutiram os impactos que o projeto
“Porto do Rio Século XXI” trará para a economia
do estado e do país. A proposta do governo do Rio é que
seja incluído no PAC um montante de R$ 330 milhões de reais
para a melhoria dos acessos marítimos, rodoviários e ferroviários
ao porto e a ampliação da movimentação de
cargas.
O Porto do Rio, que hoje é o quarto maior do país em comércio
internacional, poderá chegar à segunda posição
nesse ranking em quatro anos, passando de US$ 11 bilhões de movimentação
de cargas por ano para US$ 18 bilhões / ano. A meta é do
"Projeto Porto do Rio – Século XXI", elaborado
pelo governo do estado em parceria com diversas entidades, como a Associação
Comercial do Rio de Janeiro (ACRJ), a Firjan e o Sindicato dos Operadores
Portuários.
A concessão da verba se justificaria pelos valores dos investimentos
produtivos no Estado. De acordo com levantamentos oficiais, o estado do
Rio deverá receber cerca de R$ 60 bilhões em novos investimentos
até 2010. Neste montante, está incluída uma série
de novos grandes projetos siderúrgicos que elevarão a produção
de aço para mais de 18 milhões de toneladas / ano, gerando
forte aumento na movimentação de cargas no Porto do Rio.
As obras do "Porto do Rio – Século XXI" estão
orçadas em 330 milhões de reais, custo que seria dividido
entre as três esferas de governo e a iniciativa privada. O projeto
tem duas vertentes: a melhoria dos acessos marítimo, ferroviário
e rodoviário e a integração do porto com a cidade.
Para facilitar a entrada de navios de grande capacidade, está previsto
o aprofundamento dos canais de acesso, bacia de evolução
e cais. Com a dragagem, os berços terão profundidade variando
entre 10 e 15 metros, o que colocará o Porto do Rio em posição
de destaque no cenário nacional.
Para aumentar o número de trens que servem o porto, haverá
melhoria dos acessos de bitola larga e estreita e implantação
de trechos em bitola mista. Também serão criados novos pátios
ferroviários. As mudanças resultarão na triplicação
da capacidade ferroviária do Porto do Rio, que passará de
150 para 450 vagões / dia.
O projeto também prevê a construção de duas
novas vias rodoviárias. A "Avenida Alternativa" levará
atividade econômica a uma região em processo de favelização
e permitirá a criação de áreas de apoio logístico
(pátios de estocagem e estacionamento de caminhões). A "Avenida
Portuária" vai ligar a Avenida Brasil diretamente ao porto.
Será uma via expressa paralela ao acesso ferroviário do
Arará.
Quanto à integração do porto com a cidade, estão
previstas quatro ações que contribuirão para o projeto
de revitalização da zona portuária, desenvolvido
pela prefeitura. O Terminal de Passageiros será transferido para
o Armazém 4, liberando os armazéns 1, 2 e 3 e o antigo prédio
do Touring Club para a realização de feiras e eventos. As
fachadas dos armazéns antigos serão restauradas e os anexos
demolidos. O muro externo do porto será remodelado. Na fachada
do Armazém 18, serão instaladas lojas, em substituição
ao comércio informal que existe atualmente no local.
O QUE JÁ FOI FEITO
Em
uma fase precursora ao projeto, foram feitas dragagens para aumento do
calado do Porto do Rio. Também foram retirados cerca de 400 barracos
da comunidade do Arará, localizados sobre a linha férrea,
no trecho entre a Avenida Leopoldo Bulhões e a Avenida Brasil.
O PORTO DO RIO EM NÚMEROS
• O porto é, atualmente, o metro quadrado que mais gera receita
de tributos em todo o estado. Supera o terceiro maior município
em arrecadação de impostos (Campos);
• Destaca-se o alto valor agregado das cargas: US$ 812,00 por tonelada
– a maior do país. A média nacional, entre os seis
maiores portos, é de US$ 235,00 / t;
• Sua vitalidade econômica se traduz pelos 10.000 empregos
diretos e 25.000 indiretos que gera;
• Num raio de 500 quilômetros em torno do Porto, estão
localizados 32% da população do País, 65% do volume
de comércio e serviços, 25% da população agrícola,
70% da movimentação de carga e 67% do PIB brasileiro;
• Somente considerando-se as exportações brasileiras,
anualmente o Porto do Rio movimenta 35% dos produtos siderúrgicos
acabados, 25% dos veículos, 11% do granito e 13% do café;
• O Porto do Rio é o primeiro do país na movimentação
de passageiros em cruzeiros internacionais e o segundo em movimentação
geral, sendo considerado o "home port" nacional;
• No momento em que o país atravessa grave crise no setor
portuário, com inúmeros entraves às exportações
e importações, o projeto Porto do Rio vem como uma excelente
alternativa para ampliar a movimentação de carga.
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