Roberto Largman
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Seminário com a presença do ministro dos Portos discutiu o projeto Porto do Rio – Século XXI

No momento em que o país atravessa uma grave crise no setor portuários, com inúmeros entraves às exportações e importações, a revitalização do Porto do Rio se apresenta como uma excelente alternativa para esse gargalo logístico nacional.

No dia 8 de agosto de 2007, o secretário estadual de Transportes Julio Lopes se reuniu com o ministro dos Portos, Pedro Brito, para negociar a inclusão do projeto de revitalização do Porto do Rio no PAC. Num seminário na Associação Comercial do Rio, eles e especialistas no setor discutiram os impactos que o projeto “Porto do Rio Século XXI” trará para a economia do estado e do país. A proposta do governo do Rio é que seja incluído no PAC um montante de R$ 330 milhões de reais para a melhoria dos acessos marítimos, rodoviários e ferroviários ao porto e a ampliação da movimentação de cargas.

O Porto do Rio, que hoje é o quarto maior do país em comércio internacional, poderá chegar à segunda posição nesse ranking em quatro anos, passando de US$ 11 bilhões de movimentação de cargas por ano para US$ 18 bilhões / ano. A meta é do "Projeto Porto do Rio – Século XXI", elaborado pelo governo do estado em parceria com diversas entidades, como a Associação Comercial do Rio de Janeiro (ACRJ), a Firjan e o Sindicato dos Operadores Portuários.

A concessão da verba se justificaria pelos valores dos investimentos produtivos no Estado. De acordo com levantamentos oficiais, o estado do Rio deverá receber cerca de R$ 60 bilhões em novos investimentos até 2010. Neste montante, está incluída uma série de novos grandes projetos siderúrgicos que elevarão a produção de aço para mais de 18 milhões de toneladas / ano, gerando forte aumento na movimentação de cargas no Porto do Rio.

As obras do "Porto do Rio – Século XXI" estão orçadas em 330 milhões de reais, custo que seria dividido entre as três esferas de governo e a iniciativa privada. O projeto tem duas vertentes: a melhoria dos acessos marítimo, ferroviário e rodoviário e a integração do porto com a cidade.

Para facilitar a entrada de navios de grande capacidade, está previsto o aprofundamento dos canais de acesso, bacia de evolução e cais. Com a dragagem, os berços terão profundidade variando entre 10 e 15 metros, o que colocará o Porto do Rio em posição de destaque no cenário nacional.

Para aumentar o número de trens que servem o porto, haverá melhoria dos acessos de bitola larga e estreita e implantação de trechos em bitola mista. Também serão criados novos pátios ferroviários. As mudanças resultarão na triplicação da capacidade ferroviária do Porto do Rio, que passará de 150 para 450 vagões / dia.

O projeto também prevê a construção de duas novas vias rodoviárias. A "Avenida Alternativa" levará atividade econômica a uma região em processo de favelização e permitirá a criação de áreas de apoio logístico (pátios de estocagem e estacionamento de caminhões). A "Avenida Portuária" vai ligar a Avenida Brasil diretamente ao porto. Será uma via expressa paralela ao acesso ferroviário do Arará.

Quanto à integração do porto com a cidade, estão previstas quatro ações que contribuirão para o projeto de revitalização da zona portuária, desenvolvido pela prefeitura. O Terminal de Passageiros será transferido para o Armazém 4, liberando os armazéns 1, 2 e 3 e o antigo prédio do Touring Club para a realização de feiras e eventos. As fachadas dos armazéns antigos serão restauradas e os anexos demolidos. O muro externo do porto será remodelado. Na fachada do Armazém 18, serão instaladas lojas, em substituição ao comércio informal que existe atualmente no local.

O QUE JÁ FOI FEITO

Em uma fase precursora ao projeto, foram feitas dragagens para aumento do calado do Porto do Rio. Também foram retirados cerca de 400 barracos da comunidade do Arará, localizados sobre a linha férrea, no trecho entre a Avenida Leopoldo Bulhões e a Avenida Brasil.

O PORTO DO RIO EM NÚMEROS

• O porto é, atualmente, o metro quadrado que mais gera receita de tributos em todo o estado. Supera o terceiro maior município em arrecadação de impostos (Campos);

• Destaca-se o alto valor agregado das cargas: US$ 812,00 por tonelada – a maior do país. A média nacional, entre os seis maiores portos, é de US$ 235,00 / t;

• Sua vitalidade econômica se traduz pelos 10.000 empregos diretos e 25.000 indiretos que gera;

• Num raio de 500 quilômetros em torno do Porto, estão localizados 32% da população do País, 65% do volume de comércio e serviços, 25% da população agrícola, 70% da movimentação de carga e 67% do PIB brasileiro;

• Somente considerando-se as exportações brasileiras, anualmente o Porto do Rio movimenta 35% dos produtos siderúrgicos acabados, 25% dos veículos, 11% do granito e 13% do café;

• O Porto do Rio é o primeiro do país na movimentação de passageiros em cruzeiros internacionais e o segundo em movimentação geral, sendo considerado o "home port" nacional;

• No momento em que o país atravessa grave crise no setor portuário, com inúmeros entraves às exportações e importações, o projeto Porto do Rio vem como uma excelente alternativa para ampliar a movimentação de carga.

 


 

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